segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Estamos vingando!

Conhecem a expressão "estar vingando"? Pela minhas experiências, e pelo que meus pais costumam comentar, uma pessoa está vingando quando finalmente seus frutos começam a ser colhidos, ou seja, quando conclui-se que a pessoa não será um qualquer, mas alguém na vida.

E eu quase sempre acreditei nesse blog, principalmente pela sua equipe cheii de conhecimento, cultura e originalidade.

Eis que vejo um vídeo aleatório e percebo que um do grupo conseguiu uma façanha, de aparecer num vídeo sem ser baixaria ou montagem proposital sobre futuro, oportunidades e emprego. Não pude conter a emoção, então resolvi postar aqui, pra que todos saibam desse novo talento. Parabéns!

http://www.youtube.com/watch?v=8lyTUXkxulA

Pra quem não perceber nada de mais, preste atenção no momento 2m18s.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ah se eu tivesse...

Se eu tivesse uma nova namoradinha loira e de olhos claros, eu escreveria...
Se tivesse começado um novo curso, escreveria...
Se tivesse viajado pra Europa em intercâmbio, escreveria...
Se tivesse participado de um encontro do meu curso, eu também escreveria...
E se tivesse esquiado numa pista artificial na minha cidade, escreveria! (Não tenho notícias do Digãomen)

Como não fiz nada disso, sobre o que eu poderia escrever né?

Diretamente de Fortaleza...

domingo, 12 de julho de 2009

Visitando o museu

Pra os desoculpados que estão assistindo mais um Especial Roberto Carlos (agora 50 anos), vejam esse vídeo, que não tem nada a ver com esse artista.

Pra quem teve o fantástico Super Nintendo, sabe que foram muito emoções, que esse era um belo amigo de fé, irmão camarada. Mas que além do horizonte, havia também muitas opções de jogos.

E tão importante quanto o videogame e seus jogos em sí, são também os emuladores e seus roms que ainda mantém o prazer desses jogos vivos, mesmo com desvantagens, como jogabilidade.

Enfim, procure se informar sobre os jogos relacionados ao vídeo, ou não, que em questão de diversão, podem superar os jogos de hoje em dia. Google it e descubra, afinal é preciso saber viver.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Coma com os olhos

Fuçando por blogs aleatórios, encontrei um especial que me chamou a atenção. O blog "Coma com os olhos" também conhecida como CCOO, faz um trabalho de extrema importância em relação ao direito do consumidor, avaliando comidas de restaurantes ou mesmo aqueles encontrados no supermercado.

E navegando pelo blog, percebi como produtos são alterados e dificilmente percebemos, ou tomamos alguma iniciativa para mudar essa realidade, e caso interesse, leia também a motivação do blog, que me inspirou a ajudar o projeto.

Agora os motivos de porque esse post veio para o carasdecool, e não para o meu pessoal. Os seguidores desse blog não estão concentrados em uma só cidade, o que permite uma divulgação mais abrangente. E outra, porque esse blog possui pelo menos 300% de público em relação ao meu.

Acessem o CCOO, participem e acompanhem os mais diversos produtos avaliados.

PS: Antes de eventuais acusações, não recebi um centavo por essa propaganda, e muito menos informei ao criador da idéia sobre a propaganda.simplesmente é um projeto que apoio.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Fail

Expressão usada comumente quando alguém comete um erro grotesco ou inconvenienciência.

Fail é enrolar um post por várias semanas porque esqueceu onde estava o papel com as palavras chaves para escrever. (e depois encontrar o tal do papel amassado na carteira)
Vendo algumas definições, percebo a credibilidade de alguns sites de consultas:
Wikipedia - definição errada.
Desciclopédia - definição precisa.

Fail é errar a piada, peidar ao vivo, encher o post com vídeos e enrolação em geral.

Fail é cair em brincadeiras bestas, como um link falso. Fail é quem lê essa frase. Sim, você é muito fail!!

E quem atire a primeira pedra quem nunca deu um fail.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Da Piada Ausente

Encontrei uma cédula de dois reais numa estante de biblioteca uma vez. Estava encaixada entre livros numa prateleira que reunia assuntos money related - mercados, capitais e etc e, se não me engano, era exatamente entre volumes do livro Riqueza das Nações, do Adam Smith, o filósofo maior do liberalismo, que a nota estava. Imaginei que foi proposital, dada a disposição do dinheiro, porque, dobradinho, não parecia esquecido. Pensei então estar diante de uma bizarra e deliciosa situação já previamente planejada por um indivíduo meio masoca disposto a abrir mão de dois contão só para que alguém percebesse a meia-graça - para mim, pago, graça e meia - que há nisso de encontrar grana em livros que falam de... bom, estou a me repetir.

Mas, sim, o ponto: essa é uma piada ausente. A expressão quase não é auto-explicativa. Simples, é algo que alguém fez e de gratuito rebolou aos sete ventos; maçarocou e jogou no ar. Estritamente necessário, entanto, que o autor não se faça presente quando a piada se dá. Ninguém colhe louros. É o a arte pela arte do humor. Humor maduro, que dispensa riso e gargalhada - pois que o entendimento se dá no plano ideal.

Peidar no elevador é uma piada ausente das clássicas.

Escrever "lave-me" com o dedo num carro sujo na rua já foi. É uma piada ausente morta, por assim dizer.

Dado que foi na biblioteca da faculdade o ocorrido lá do dinheiro, não deixa de me vir à cabeça a possível cena de um estudante comuna-cabeça anarco-de-chinelas barbado querendo mostrar seu desapego ao dinheiro e sua superioridade àqueles que os tem como objeto de estudo. Mas aí não vai legal. A coisa vale mais pela piada que pela crítica.

Molecagem do tipo que alguém sai perguntando ou esbravejando para que se descubra o paradeiro de um responsável ou culpado, explico, algo como "putaquepariu,quemfoi?" também se enquadra na referida nomenclatura.

Por exemplo: meu irmão, envolvido com os Ministérios e ministérios lá de sua Igreja, contou uma que aconteceu num retiro ou Acampamento de Carnaval (deus!, não sei o que leva maísculas ou não), que exponho com recursos concretistas para que se melhor dimensione a cômico-tragicidade do fato:







cagaram num prato.







E isso já é um bocado espantoso por si só. Mas há ainda a sutileza. O tema do acampamento, slogan, nome, algo que o valha, era "Banquete com o Senhor". Caaara, essa tem um quê de genial, porque não se sabe se realmente existiu uma intencional correlação. Só que, de novo, há de se desprezar a possível crítica, vale só a piada. Anônima, sempre.

Tem uma que se deu com um amigo que em outros tempos atendeu pela alcunha de "hugbear": desenharam com fita isolante preta um puta caralhão na porta do quarto dele. Coisa fina, usaram de um estilete pra desfiar os pedacinhos menores que fariam as vezes de pentelhos. Ficou terrivelmente bem feito. Ele, em vã tentativa de não se ver vítima da piada, fingiu que não entendeu. Mas riu. Ah, mas riu o Serjão.

domingo, 24 de maio de 2009

Aquele detalhe

Novamente em conversa com o companheiro Castro, neste domingo, conversamos e filosofamos sobre assuntos gerais. Ele me acusa de Che Guevara que posta em seu blog, digo que não sou, mas sinto que essa conversa está longe de terminar.

Em algum momento ele comentou sobre fazer novos amigos(as) na Argentina e não ficar tão preso a seus colegas compatriotas. Justo, afinal oportunidade assim não se tem sempre. Daí percebi que os elos (e isso mais do que os Caras de Cool) estão sempre menores, diminuindo continuamente, até o momento do esquecimento ou da indiferença.

Sinto falta das dublagens de sábado, das bebedeiras insanas e sem justificativa, dos momentos sem fazer nada e até dos meus melhores amigos. Vocês entendem o que digo. Perder o contato não é uma opção pra mim, no máximo uma imposição contra mim. E não me esforçei pra mudas essa situação que estava se construindo. Talvez faltou um empurrãozinho pra eu tomar uma atitude.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Avaliações

Conversava semana passado com o companheiro Samuel, hoje na Argentina viajando a estudos. Comentei sobre os novos métodos de alguns vestibulares, que agora adotam o ENEM como uma de suas fases, ou como todo seu processo de avaliação.

Ele só acreditou quando mandei a notícia por um site, porque achava um absurdo e pensava que eu estava enganando ele. Mas independente de discussões infinitas a respeito de como qualificar os estudantes de acordo com o sistema educacional brasileiro, eis uma amostra de processos seletivos falhos. (encontrem uma palavra melhor pra isso...)

domingo, 10 de maio de 2009

Torquato

"Moral: leve um homem e um boi a um matadouro. O que mais gritar é o homem. Mesmo que seja o boi."

Dá para não entender e deixar por isso mesmo. Dá para rir ao mesmo tempo que se estranha. Dá para perceber a crítica, e entender que é das boas.

Fácil se destingue um homem de um boi; desnecessita critério. Elabore um. Deixe-o. Vai dar merda.

Por isso que os os códigos, as normas, as leis são todos cheios de adendos e remendos? Sim e não. O critério que seja. Deixe-o...

É, toda idéia é falha. Porque idéia. Porque plena em si, falha na transição à prática.

Destrutivo, não? Pois bem, é Torquato Neto.

Eu bem poderia fazer uma postagem bem bacana, com foto, com texto e tudo o mais, feito o que tem sobre o Cortázar nesse blog, mas... *complete de uma forma criativa*.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Aqui no Mar

Nós 6 nos conhecemos em circunstâncias acadêmicas. Aqui um texto que li há algum tempo e que de diversas formas pode interessar:


Ensino Superior ou Ostras em Coma

“Ostra em coma” foi como um amigo descreveu um certo tipo de pessoa. É maldoso; até certo ponto injusto. Contudo, uma ótima descrição. Referia-se àqueles cujos interesses reduzem-se exclusivamente ao eixo “faculdade-balada”. Provas, estágio, festas, cervejadas, viagens esportivas e intercâmbio. E só. Todas
as energias e toda a atenção voltadas ao fluxo mais superficial e efêmero da existência: de um lado, o prazer sensível; de outro, o livro-texto – ambos dotados de algum bem, entenda-se! Mas de um bem pequeno, e que portanto não merece o lugar de destaque na formação intelectual e no lazer. Quatro anos dedicados à sucessão incoerente de “maratonas” de estudo pouco interessado (porque pouco interessante) e festivais de hedonismo vazio (falei das baladas; videogames e mangás também estão na lista). Qual o resultado disso? Uma existência fragmentária, impensada e pouco significante.

Claro, isso é só uma tendência geral. Ninguém é completamente ostra em coma. Há sempre graus de lucidez; momentos de ostra alerta. Mas a tendência é na direção do coma. Parte considerável dessa culpa é das próprias faculdades e universidades, que abandonaram qualquer idéia de formação humana mais completa. Afinal, não existe um bem objetivo para o homem, não existe um sentido na vida. Existe apenas o mercado de trabalho; vamos, portanto, formar técnicos, especialistas na última novidade do setor, e colocá-los para trabalhar o quanto antes. Vamos ensinar esses economistas a maximizar o lucro com funções de produção em espiral. Com cursos inteiros voltados a esse fim, fica difícil expandir os horizontes da vida. Contudo, se a estrutura dos cursos não coopera, é apenas a disposição dos alunos que concretiza a ostrificação.

Se existe algum momento na vida em que temos oportunidade de nos dedicar às grandes questões da existência e formar os laços pessoais que durarão até a nossa morte, é exatamente nos anos do ensino superior. Se alguém quiser estudar em profundidade alguma coisa nessa vida, seja ela qual for, essa é a hora. Talvez, de fato, seu caminho não seja dedicar-se “full time” à técnica bélica dos olmecas; mas, se um lampejo de interesse existir, porque não persegui-lo a fundo enquanto ainda é possível? Podemos ir mais longe, e tratar das grandes perguntas, de Deus, do que cada um espera da vida, dos valores que hão de reger nossa conduta. Todo mundo responde a essas perguntas na prática, com suas ações; mas formulá-las na mente e conversar sobre elas ajuda a encontrar respostas melhores.

É exatamente nesse exercício em comum da razão que se formam as amizades profundas. Meros colegas, companheiros de aulas e baladas, têm uma amizade baseada, antes de tudo, no prazer; quando o prazer cessa, ou quando se distanciam um pouco (digamos, as aulas de um mudam de horário), o vínculo logo desaparece. Já a amizade baseada na interação racional e na preocupação com o bem objetivo um do outro é mais duradoura e gratificante.

Por mais que os cursos sejam bitolantes, os livros estão por aí. Os filmes, as peças e os concertos também. Há pessoas para se conhecer mais profundamente, palestras para se assistir, enfim, oportunidades não faltam. Também não falta tempo! Quem diz que não tem tempo, revela apenas que prefere tudo aquilo que faz ao longo da semana (as longas horas de TV e de jornal, o deitar na cama e olhar o teto, etc) à opção que rejeita com esse pretexto. Falo com conhecimento de causa: fiz graduação dupla, uma delas na faculdade de economia mais puxada do país, e tinha tanto tempo livre que não sabia o que fazer com ele (posso dizer que conheço bem o teto do meu quarto). Quem quer, encontra tempo; quem não quer, encontra desculpas.

Das duas causas da crise do ensino superior - a estrutura das instituições e a disposição dos estudantes - falei apenas do segundo, certamente o menos interessante. Que conclusão pode-se tirar a não ser “Vamos, mexam-se!”? Não há mais o que dizer; cada um descobrirá, nas suas circunstâncias, o que é melhor fazer. Talvez eu tenha escolhido este tema pela clara percepção de que meu tempo de graduação poderia ter sido mais bem aproveitado (embora algum ainda me reste, e eu me esforce para mudar as coisas), e por ver tantas outras pessoas usando-o tão mal ou ainda pior.

O volume das ostras em coma parece crescer; uma solução para isso passará, certamente, por profundas reformas institucionais a longo prazo; mas antes que elas ocorram, e mesmo para que elas ocorram, é necessária uma mudança individual de atitude com relação ao conhecimento e à vida universitária por parte dos estudantes. Como operar isso permanece, para mim, um mistério.

(Post de Joel Pinheiro no blog tavista.)

**

Como não poderia deixar de ser, deixei um lampejo cool de minha sagacidade na discussão que se deu por lá - sim, sim, um comentário:

"Intessante tópico para ser publicado numa sexta-feira 13.

Lendo, fiquei de certa forma feliz por ter largado a faculdade (fazia matemática na Unicamp; cá estou de volta ao Ceará e por ora em universidade nenhuma) - embora isso não devesse fazer muito sentido. Larguei motivado por inquietações relacionadas ao curso, ao funcionar acadêmico e a algo que me vem em mente agora chamar, para não muito me alongar, de 'burocracia Vs. mérito'. Escrever 'burrocracia' teria lá sua graça, mas seria um trocadilho imediato demais. Fiquei feliz porque me dei conta de que se tivesse superado a problemática sugerida por essas 3 musas que citei e continuado na universidade, certamente seria porque teria cedido ao correctíssimo impulso de ser aquilo que a maioria era e que muito lhes parecia fazer bem. Ser uma ostra em coma.

Graças ao bom Deus, livrei-me. Hoje sou um caranguejo fazendo 'moonwalk'."


São palavras essas do meio do ano passado: já não as sinto plenamente e não me as vejo repetindo. Útil então a frase final, meio bufona, para que não me levem de todo a sério. Acho até que, há de ser uma boa, vou fazer isso em todo texto que escrever, uma frase de fuga; garantia de álibi ao mesmo tempo que me faço bode-expiatório: por essas e outras é que sou uma farsa.

Pronto, eis a frase deste: por essas e outras é que sou uma farsa.

Por essas e outras é que sou uma farsa.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Para Maurizinho

Visto que sou o único membro do ilustríssimo blog Caras de Cool que ainda não postou porra nenhuma nessa merda, resolvi estrear (tá certo, Maurizeta?!).
Acabo meu primeiro post aqui.
Até logo.

Algo mais

Sensacional essa foto que encontrei pela net, pena que não me lembro a fonte...infelizmente não sei de qual estado é o cidadão, muito menos a cidade. Mas parece que o homem pode ajudar nosso colega que ainda não postou nenhuma vez acabar com a viadagem e faze-lo de uma vez.

















sem mais.

domingo, 5 de abril de 2009

Considerações - Um post Inaugural

Em que me apresento. A tópicos:

- Sinto-me honrado de fazer parte deste seleto time do entitulado 'Caras de Cool'.

- Sinto-me honrado por minha reconhecida cara de cool.

- Tá, o time não é tão seleto assim, somos 6 ninguéns - o cacófato denuncia.

- Sinto-me honrado de fazer parte do não tão seleto time que teve a sagacidade de vir com esse título tão, tão... tão.

- Nada digo dos outros 5. Mas eu... eu é que... eu não sou só um rostinho bonito. Ou só uma carinha de cool. Eu sou um cara legal.


- O Sergio assumiu? Opa, digo... sumiu?, O Sergio sumiu?


- Não adianta postarem um texto de título "Preâmbulo às instruções para postar num blog" se não vêm as instruções depois.

- Ainda porque não sou de receber instruções de ninguém.

- Brincadeira, Diego. Lov'you.


- Esta é minha primeira e última postagem. Eu não tenho tempo para frivolidades.

- Mentira. Frivolidades, lov'you também.


- O Diego assumiu?


- Enfim. Declaro aberta a temporada descalça. Escassa - tsc. De caça.


- Assiduidade e assaduras. Eis minha proposta.

- Voltem em mim.

O inicio

Meu primeiro post..

Hora de se apresentar. De dizer tudo aquilo que você esteve esperando pra falar. De comentar tudo que os outros disseram, tudo que você viu.

É a chance de dizer o que gosta, o que desgosta. O que te faz vibrar, o que te faz broxar. O que concorda, o que discorda.







Ou não..

Até a próxima.

terça-feira, 31 de março de 2009

Manipulações

Já reparam como as informações costumam acompanhar manipulações, e nem sempre percebemos. Veja alguns exemplos, com uma notícia recente e de fácil acesso (Manchetes de alguns sites):


UOL
- Brasileiros veem empate contra o Equador como 'bom resultado'
- Apático, Brasil vacila e cede empate no fim para o EquadorTerra

Terra
- Depois de "bombardeio", Brasil cede empate no fim ao Equador
- Jogadores da Seleção ficam satisfeitos com empate
- Empate deixa "gosto amargo" na Seleção Brasileira

Estadão
- Sem jogar bem, Brasil fica no 1 a 1 contra o Equador
- Julio César garante empate do Brasil contra Equador
- 'Tivemos o gostinho da vitória', afirma o técnico Dunga
- Jogadores se dividem sobre atuação da seleção brasileira

Folha
- Sob pressão, Brasil cede empate no fim ao Equador em Quito

Globo
- Gol sofrido no fim estraga noite de Julio César em Quito
- Felipe Melo revela: jogadores usaram cilindros de oxigênio no intervalo
- Julio César lamenta: 'Foi um castigo para todos nós'
- Dunga classifica empate em Quito como 'resultado normal'

Na próxima vez já sabe. Desconfie de tudo.

domingo, 29 de março de 2009

24/03

¿Qué pasa boludos?


Embora esse blog tenha um "quê" de comédia, visto o nome e os primeiros posts, nem tudo aqui é só alegria e palhaçadinha. Embora sejamos engraçadinhos, há horas que devemos falar sério, mesmo isso sendo bem atípico. E é com esse espírito que venho escrever sobre o dia 24 de março.

O que esse dia representa para voce? Teria algum motivo para esse dia ser um feriado nacional? Para mim também nao, mas para os argentinos, essa é uma data muito importante. Nesse 24/03, fez 33 anos do desaparecimento de 30 mil pessoas que lutavam contra a ditadura argentina, que ocorreu entre os anos de 1972 a 1983. Por toda cidade de La Plata se pode ver homenagens a esses jovens que eram, na sua maioria, estudantes.
A ditadura aqui na Argentina foi muito violenta, nao muito diferente que no Brasil. A diferença é que o povo argentino nao se esquece das coisas tao facilmente como os brasileiros e essa é, na minha opiniao, uma das coisas mais interessantes do povo daqui.

Para ilustrar o que foi, mais ou menos, essas desapariçoes, coloco a letra da música Desapariciones da banda Maná que, embora nao seja argentina, mostra muito bem o sofrimento que estes passaram na época da ditadura.

Desapariciones
Que alguien me diga si han visto a mi esposo
preguntaba la Doña
Se llama Ernesto X, tiene cuarenta años
trabaja de celador, en un negocio de carros
llevaba camisa oscura y pantalón claro
Salió anoche y no ha regresado
y no sé ya qué pensar
Pues esto, antes no me había pasado
ooo...
Llevo tres días
buscando a mi hermana
se llama Altagracia
igual que la abuela
salió del trabajo pa' la escuela
llevaba unos jeans y una camisa clara
no ha sido el novio, el tipo está en su casa
no saben de ella en la PSN ni en el hospital
ooo...
Que alguien me diga si han visto a mi hijo
es estudiante de pre-medicina
se llama Agustín y es un buen muchacho
a veces es terco cuando opina
lo han detenido, no sé que fuerza
pantalón claro, camisa a rayas
pasó anteayer
CORO
A dónde van los desaparecidos
busca en el agua y en los matorrales
y por qué es que se desaparecen
por qué no todos somos iguales
y cuándo vuelve el desaparecido
cada vez que lo trae el pensamiento
cómo se le habla al desaparecido
con la emoción apretando por dentro
oh...
Clara, Clara, Clara Quiñones se llama mi madre
ella es, ella es un alma de Dios
no se mete con nadie
Y se la han llevado de testigo
por un asunto que es nada más conmigo
y fui a entregarme hoy por la tarde
y ahora dicen que no saben quién se la llevó
del cuartel
Anoche escuche varias explociones
patún pata patún pete
tiro de escopeta y de revolver
carros acelerados freno gritos
eco de botas en la calle
toque de puertas por dioses platos rotos
estaban dando la telenovela
por eso nadie miró pa' fuera

Agora voces já sabem. Quando tiver aquela argentina bonitinha, com seu sotaque maravilhoso, numa festa cover de Los Hermanos, ao invés de ir até lá e esbarrar nela, voce pode chegar e falar sobre a ditadura e o 24/03.
Directamente de La Plata.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Preâmbulo às instruções para postar num blog

Saudações, beneméritos comparsas.


Venho aqui hoje manifestar minha curiosidade diante do fato que é a reles participação vossa neste blog. À luz dessa condição, irei propor um "manual de instruções" para postagem, tão logo quanto puder, adequado tanto para os tímidos como para os preguiçosos ou os atarefados; e bem como para os oportunistas. Minha iniciativa, entretanto, não é inédita. Datando de 1962, o livro "Historias de Cronopios e Famas", de Julio Cortazar, explora o estilo do realismo fantástico, em uma série contos curtos intitulada "Manual de Instruções", onde são apresentadas instruções de como sentir medo, cantar, chorar e de como subir escadas. "Sempre com um humor leve, porém critico, o escritor argentino Júlio Cortazar, mostra que é possivel abrir a visão de mundo, questionar o porquê de sempre fazermos determinadas coisas que, de tão arraigadas, fazemos sem pensar." ¹



Clique aqui para baixar, em português, o livro "Historias de Cronopios e Famas"



Abaixo, um trecho de "Manual de Instruções":


"Preâmbulo às instruções para dar corda no relógio

Pense nisto: quando dão a você de presente um relógio estão dando um pequeno inferno enfeitado, uma corrente de rosas, um calabouço de ar. Não dão somente o relógio, muitas felicidades e esperamos que dure porque é de boa marca, suíço com âncora de rubis; não dão de presente somente esse miúdo quebra-pedras que você atará ao pulso e levará a passear. Dão a você — eles não sabem, o terrível é que não sabem — dão a você um novo pedaço frágil e precário de você mesmo, algo que lhe pertence mas não é seu corpo, que deve ser atado a seu corpo com sua correia como um bracinho desesperado pendurado a seu pulso. Dão a necessidade de dar corda todos os dias, a obrigação de dar-lhe corda para que continue sendo um relógio; dão a obsessão de olhar a hora certa nas vitrines das joalherias, na notícia do rádio, no serviço telefônico. Dão o medo de perdê-lo, de que seja roubado, de que possa cair no chão e se quebrar. Dão sua marca e a certeza de que é uma marca melhor do que as outras, dão o costume de comparar seu relógio aos outros relógios. Não dão um relógio, o presente é você, é a você que oferecem para o aniversário do relógio."



Então é isso aí. Eu vou, mas eu volto ja-já.


PS:
[1] - mais sobre julio Cortazar: http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=54

segunda-feira, 16 de março de 2009

Жирафы!

Saudações absortos leitores.


Inspirado pelos astros nessa segunda feira, num ápice de estro iluminado pela lua noturna, trago a vocês, além de uma bela poesia de Maiakovsky (um poeta russo da vanguarda futurista do séc. XX), um ensaio científico-metodológico sobre o chamado 'efeito Shubluff', que assola um dos momentos mais meditabundos da humanidade e que, desde tempos imemoriais, está incólume frente uma solução definitiva. Espero que aproveitem. Meus sinceros amplexos.



Жирафы!, de Mayakovsky

No cume daquela serra,
eu plantei uma roseira.
O mato no cume cresce,
a rosa no cume cheira.

Na hora do entardecer,
tudo no cume aparece.
Vagalumes no cume brilham,
cobra no cume aparece.

Quando cai a chuva fina,
salpicos no cume caem.
Lagartos no cume entram,
abelhas no cume saem.

Mas depois qua a chuva cessa,
no cume volta a alegria.
Voltando a brilhar depressa,
o sol que no cume ardia.


Segue agora o ensaio sobre o hermético efeito Shubluff, de autoria de Yuri Artsutanov. Cientista e estudioso russo, nascido em Leningrado e graduado no Leningrad Technological Institute, Artsutanov lança uma luz sobre o nebuloso tema, elucidado de forma coloquial e espontânea sem, todavia, omitir os detalhes sutis de sua detalhada pesquisa.


"Acredito que ao cagar a maioria de vocês, camaradas, já tenham molhado a bunda na água fétida que o cagalhão levanta ao cair na água do vaso. Todos, ainda que intuitivamente, já devem ter feito uso de alguma técnica visando evitar o efeito Shubluff. Aproveitarei a ocasião para discorrer sobre as técnicas desenvolvidas em anos de pesquisa:

1° Posicione o ânus o mais próximo possível da tábua. Assim, a barrola desce rolando pela louça. Com a queda amortecida, o saci-sem-perna mal-cheiroso não provoca o temido efeito Shubluff.
2° Crie uma “balsa” de papel higiênico. Conhecida como 'efeito hovercraft', essa técnica parte do pressuposto de que a merda será amortecida ao bater na “balsa”, evitando o efeito Shubluff.
3° Essa técnica é conhecida como cag'n run. Consiste em cagar no meio da privada e tirar a bunda rapidamente antes que o chafariz barrento atinja a raba. A técnica exige reflexo, explosão muscular e uma coordenação motora razoável.

Observação: há varios casos em que o cagante pode ser enganado pelo cocô do tipo "2 estágios". O caso em que o cagante pensa que se livrou do charutão e, sem nada poder fazer, vê uma badalhoca cair dentro da cueca ou aquele pingo de merda estatelado no chão. Portanto, nada mais sensato que a recomendação de cuidado extremo a fim de evitar o efeito Shubluff."

domingo, 15 de março de 2009

Não trema na linguiça

Muito boa a reforma ortográfica, que está em vigor a desde o começo do ano. Agora a língua portuguesa está em processo de unificação em vários países, como Portugal e Brasil, além de ex-colonias portuguesas. Nesse ritmo o idioma poderá se tornar um dos mais falados no mundo.

Apesar de eu usar o trema, e ainda ter algumas dificuldades com as paroxitonas, consegui ver alguns benefícios nesse todo processo, e situações constrangedoras para alguns professores se confundindo com as mudanças. E professor errar é sempre interessante, principalmente quando a gente percebe e corrige, e não descobre só na hora da prova do erro.

Não se esqueçam então, daqui em diante não trema mais na linguiça, senão o "u" pode ficar estranho. Muito cuidado!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Mandando Breises, aê pá nóis!



Fala rapazeada! Firme na paçoca?

Hoje eu tentarei explicar a origem da famosa expressão, "mandar breises". Eu sei que é um abacaxi, mas como filho feio não tem pai, eu irei tentar. Afinal, é dose pra elefante não entender as gírias estapafúrdias da sua patota. A gente tem que manter tudo nos trinques, e estar tinindo, pra não dar uma de mocorongo e se trumbicar. Duvideodó que alguem saiba todas as girias, e é giria pra dedéu; portanto, nesse papo aranha aqui, a gente vai pegar pra capar e explicar a origem dessa expressão que é do cú da cobra. Afinal, tem que ter alguma cultura nessa quizumba. Então pare de viajar na maionese e preste atenção pra não comer bola, morô?

Mandar Brasa:

1. Começar ou continuar algo com convicção. Ex.: "Ele estava na dúvida se fazia a prova ou não então seu pai falou pra ele mandar brasa."

Então, voltando à vaca fria, olha só que expressão bacana. Provinda do tempo da onça, um terceiro mal informado pode entender necas de pitibiriba no inicio. Mas vamos tirar as barbas de molho e largar de chorumelas. Mandar brasa é o mesmo que ripa na chulipa. O termo brasa era muito usado na década de 60 e 70; ex.: "Maior brasa, mora?" e se referia a algo 'quente', de arrebentar a boca do balão, uma coisa do pirú. Sua gênese, no entanto, é imprecisa. Também né, imagine naquela época o monte de bicho grilo, dando um tapa na macaca até o cú fazer bico. Pucarana! É paulada na moleira. Aí quem pega o bonde andando acaba abraçando o jacaré mesmo.

Sem mudar do sapo pra mala, a expressão foi popularizada aqui no Brasil pela jovem-guarda, mas precisamente pelo rei do iê-iê-iê, sua majestade Roberto Carlos, conhecido inclusive, macacos me mordam, como "o brasa".

Na imagem, da esquerda para a direita o "Tremendão" Erasmo Carlos, o "Brasa" e Wanderléia, chamada de, vejam vocês, "Ternurinha". Nessa época, era gíria até no nome. Pelas barbas do profeta...

E então, leitor, deu pra quebrar um galho? Ficou contente agora? Mais faceiro que ganso em taipa de açude? Você tem que dar o braço a torcer, porque com tudo isso de mão beijada não tem como acabar como Dantes no quartel de Abrantes. E eu vô capar o gato, porque amanhã eu tenho aula lá no Caixa-Prego e eu tô no pó da rabiola. Zabelê?

sábado, 7 de março de 2009

¡ VIVA !

¡Hola! que tal? Na data de 14 de junho de 1928, em Rosário, Argentina, nascia aquele que mais tarde se tornaria um mito na américa latina, sendo até os dias presentes conhecido em alguns locais como um santo, "San Ernesto de La Higuera". Ainda homenageado pelo regime cubano, inspira canções infantis, "Pioneros por el comunismo, Seremos como el Che", recitadas religiosamente nas escolas. Che Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967 e morto no dia seguinte. Mas os frutos das suas atitudes sobreviveram. Pois já foi dito que "os poderosos podem matar uma, duas até três rosas, mas nunca deterão a primavera". Com um dos ilustres colaboradores indo para a Argentina esse semestre (o camarada Castro), e que quiçá pisará o mesmo solo que CHE, aproveito a oportunidade para anunciar a REVOLUÇÃO vindoura, sob os auspícios de um novo mentor. Un hombre prudente, à espera da hora certa para agir. Um lider nato, pero no mucho. E já vos adianto, camaradas: quem viver, verá!


"Hay que endurecer, pero sin perder la piada jamás!"



Piloto.

Assim como nas séries de tv, nosso blog terá seu episódio piloto. É nesse episódio que se dá a primeira apresentação dos personagens e que conta mais ou menos o enredo da história que virá. Através dele, começa a surgir os relatos de pessoas que gostaram ou não da idéia.

Esse primeiro post se faz necessário, visto que esse projeto está sendo desenvolvido desde o fim do ano passado e até agora, com todo esse tempo livre de férias, ninguém decidiu escrever uma linha sequer. O que será de nós em época de aula então? Responda você, leitor, isso se houver algum nesse momento, além de nós, participantes.

Pretendo então nesse "post piloto" apresentar-nos. Será uma breve apresentação, apenas para que os outros participantes tenham vontade de escrever e também para não cansar os leitores(??) já de cara.

Somos em 5 no momento. Todos somos ou éramos estudantes de diferentes cursos na Unicamp. Somos de diferentes estados do Brasil, alguns do nordeste, outros do sudeste, mas todos brasileiros com muito orgulho. Para mais informações pessoais, ver perfil de cada participante no menu "Colaboradores" aqui ao lado.

Sobre o blog, ele veio da idéia, pelo menos da minha parte, de nos mantermos unidos, visto que a medida que avançamos, cada um de nós tende a seguir um caminho diferente. Esse será um meio de discutirmos opiniões e histórias. Outros colaboradores, sintam-se a vontade para dar o motivo de sua participação no Caras de Cool.

Me mantenham informados...