quarta-feira, 30 de junho de 2010

Curtinhas 1

Há dois meses atrás, na cidade de Aracati, interior do Ceará, foi levado às pressas ao hospital da cidade uma mãe em pleno trabalho de parto.
Depois de algumas horas e muita gritaria, nasceu uma menina. Após a palmadinha do médico no bumbum, a criança foi dada à enfermeira que notou algo de muito estranho. A menina tinha nascido com a mão direita fechada, além disso, ela tinha uma deformação no rosto, tornando-a a criança mais feia já nascida na cidade. Tentaram de todo jeito abrir a mão da menina, todas sem sucesso.
A junta médica do hospital se reuniu para discutir como iriam resolver o problema da mão da menina. Analisaram todos os procedimentos possíveis e decidiram pela cirurgia. Eles aproveitariam e  fariam uma reconstrução no rosto dela.
Por ser um bêbê muito novo, a cirurgia foi complicadíssima. Demorou horas e nada de conseguir abrir a mão dela, até que a criança não resistiu.
Com a menina morta, todo seu corpo ficou duro e, como por mágica, sua mão abriu. Nela estava escrito, com uma espécie de pele ressecada, bem legível:

O Digão é gay!

E que chuva que deu!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Complete...

Estava jogado no chão.  Mesmo tendo som alto nos seus ouvidos ele não tinha nenhuma vontade de se levantar. Estava bem ali, dormindo tranquilo, sem preocupação nenhuma.
Tinha cansado de procurar a menina que trabalhava com ele e decidiu se sentar um pouco. Foi então que caiu no sono.
De repente escuta uma voz feminina e se desperta:

-Oi, tá tudo bem?
-Tá sim. Estou só descansando um pouco.
-Ah. É que eu te vi aqui e parece que você não está muito bem não.
-É que eu não acho meus amigos e perdi meu celular.
-Quer procurar eles? Eu vou com você.
-Me ajuda a levantar...

Sairam os dois no meio da multidão a procura de coisas impossíveis de achar. Ele não tinha certeza se seus amigos estavam realmente nessa festa, não lembrava como havia chegado lá e muito menos se tinha levado o celular ou tinha deixado em casa. Mas nada importava, estava do lado de um anjinho que iria ajudá-lo.
Passaram 1 hora andando e perguntando para cada segurança e organizador da festa se algum deles havia encontrado um celular, olhando para o rosto de cada pessoa para saber se era algum de seus amigos. E nada.
Desistiram.
Voltaram ao lugar do primeiro encontro e se sentaram. Um pouco ao lado, é verdade, o lugar inicial estava um pouco sujo.


(...)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Dúvidas

Caros colegas, tenho dúvidas em relação à vocês, principalmente a integridade física dos mesmos. Respondem as seguintes perguntas, ou não.


Thiago: Por que seu nome é com h no meio? E o que está fazendo da da vida?


(men)Digão: que porra foi esses dois posts anteriores? Sabia que no dia da matrícula, na FAU, tem uma faixa com os seguintes dizeres: "Parabéns Pai. Seu filho vai virar gay"


Sergeta: Já visitou muitas cidades europeias? Quanto está a camiseta do Liverpool em Liverpool, se tiver como você saber....


Samuca: Trouxe minha camisa do Ceará? Precisamos fazer a programação do brasileirão esse ano!


Jonhy: Cara, você está mais sumido que o Mazela.



PS: Perdi a piada do 1º de Abril, porque eu esqueci que esse blog existia...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Quase Um Ano Fazendo Caras de Cool


Salve, salve meus heróis! Tá chegando! O caras de cool está quase fazendo um ânus.. digo, um ano de vida! Dia 6 de março é o dia. Todos nós aqui da equipe sabemos que para garantir primazia em nossos resultados foi necessario muito trabalho, suor, noites em claro e exaustivos processos criativos para proporcionar a nossos queridos leitores posts únicos; excelência sempre foi - e será - nosso objetivo. Apesar de não podermos ler os milhares de emails e cartas que chegam a nossa tumultuada redação, saibam aqueles milhares de fãs que nos acompanham: o carinho é mútuo.

Tá chegando! Tá chegando!



E é em retribuição a sua consideração, estimado leitor, e para comemorar este que foi um brilhante anuário, que eu anuncio uma série especial de posts! Isso mesmo que você ouviu! Não é loucura! Não é efeito psicotrópico algum! Será mais de um post por semana (dois deles), de qualidade e gosto duvidáveis, sujeitos a abusos ortografico-gramaticais (e morais), sem nenhuma garantia de sucesso!

Será que você aguenta? Não adianta fazer cara de cu.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Breve Ensaio Sobre o Peido

Olá compatriotas! Sim, compatriotas pois me dirijo não apenas a amigos, mas a toda nação. Venho, por que não, transversalmente, a essa sui generis prosopeia para anunciar-vos: peidaram. Sim, peidaram! Como pode uma simples frase, uma singela palavra causar tanta agitação dos ânimos? Como pode tal ato nos proporcionar um espectro de emoções tão vasto, indo desde o riso sincero e à gargalhada, passando pela ira incontida até o choro e o ranger de dentes?

Vários evitam. Muitos se envergonham. São fracos, incônscios desavisados da propria capacidade. Poucos aqueles que depois de mandar aquela trovoada, erguem a fronte e dizem em tom viril e satisfeito a todos: fui eu. Poucos são os que elevam o simples ato de expelir ventosidades pelo ânus ao nivel de Arte, com A maiúsculo mesmo. E é pensando naqueles que sempre buscam melhorar que encaminho a vocês o link a seguir:

http://www.osvigaristas.com.br/animacoes/interativas/tipos-de-peidos-41.html

Aqui, os prezados leitores podem experienciar a multiplicidade de efeitos possiveis a partir da vibração controlada da abertura anal. Partindo do traque, breve e supreendente, até a bufa, de carater circense e divertido, passando pela triscada estridente.

Então, estimados, deixo-os com uma reflexão: na proxima ocasião em que sintam a bomba vindo, perguntem a si mesmos: qual o porquê de aprisiona-la? Dai liberdade aos que estão presos! Soltem o berro! Lasquem o marmelo! Seja criativo e não subestime o peido, este que é de fato, a expressão do cu em si.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Problema de quem?

Em casa, um garoto tenta ligar pros colegas pelo celular, mas não consegue. O celular não dá linha, ele não sabe se ainda tem crédito.

F: Mãe, vou ligar em casa. Não atende!
M: Por que?
F: Meu celular não está dando linha. Vou ver se está funcionando.
M: Está quebrado?
F: Não sei, não entendo disso. Deixa eu ligar...

Enquanto ele tenta ligar pra casa, o pai entra na sala.

M: Conseguiu?
F: Não, ainda não.
P: Conseguiu o que?
F: Ligar pra casa.
P: O celular pifou?
F: Não! Não sei, deixa eu tentar descobrir!
M: Celular não presta. Usa o telefone.
F: Espera um pouco.

O telefone da sala toca. O celular está funcionando.

F: Pronto, está normal. Só estava sem sinal.
P: Por que não usa o telefone de casa.
F: Eu estava esperando uma ligação, mas está demorando.
M: Celular não presta, principalmente quando precisa.
F: Acabei de ligar pra casa. Está funcionando, só as vezes que falha. Por que vocês esquentam com coisas tão bestas?



F: Filho
M: Mãe
P: Pai

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Estamos vingando!

Conhecem a expressão "estar vingando"? Pela minhas experiências, e pelo que meus pais costumam comentar, uma pessoa está vingando quando finalmente seus frutos começam a ser colhidos, ou seja, quando conclui-se que a pessoa não será um qualquer, mas alguém na vida.

E eu quase sempre acreditei nesse blog, principalmente pela sua equipe cheii de conhecimento, cultura e originalidade.

Eis que vejo um vídeo aleatório e percebo que um do grupo conseguiu uma façanha, de aparecer num vídeo sem ser baixaria ou montagem proposital sobre futuro, oportunidades e emprego. Não pude conter a emoção, então resolvi postar aqui, pra que todos saibam desse novo talento. Parabéns!

http://www.youtube.com/watch?v=8lyTUXkxulA

Pra quem não perceber nada de mais, preste atenção no momento 2m18s.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ah se eu tivesse...

Se eu tivesse uma nova namoradinha loira e de olhos claros, eu escreveria...
Se tivesse começado um novo curso, escreveria...
Se tivesse viajado pra Europa em intercâmbio, escreveria...
Se tivesse participado de um encontro do meu curso, eu também escreveria...
E se tivesse esquiado numa pista artificial na minha cidade, escreveria! (Não tenho notícias do Digãomen)

Como não fiz nada disso, sobre o que eu poderia escrever né?

Diretamente de Fortaleza...

domingo, 12 de julho de 2009

Visitando o museu

Pra os desoculpados que estão assistindo mais um Especial Roberto Carlos (agora 50 anos), vejam esse vídeo, que não tem nada a ver com esse artista.

Pra quem teve o fantástico Super Nintendo, sabe que foram muito emoções, que esse era um belo amigo de fé, irmão camarada. Mas que além do horizonte, havia também muitas opções de jogos.

E tão importante quanto o videogame e seus jogos em sí, são também os emuladores e seus roms que ainda mantém o prazer desses jogos vivos, mesmo com desvantagens, como jogabilidade.

Enfim, procure se informar sobre os jogos relacionados ao vídeo, ou não, que em questão de diversão, podem superar os jogos de hoje em dia. Google it e descubra, afinal é preciso saber viver.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Coma com os olhos

Fuçando por blogs aleatórios, encontrei um especial que me chamou a atenção. O blog "Coma com os olhos" também conhecida como CCOO, faz um trabalho de extrema importância em relação ao direito do consumidor, avaliando comidas de restaurantes ou mesmo aqueles encontrados no supermercado.

E navegando pelo blog, percebi como produtos são alterados e dificilmente percebemos, ou tomamos alguma iniciativa para mudar essa realidade, e caso interesse, leia também a motivação do blog, que me inspirou a ajudar o projeto.

Agora os motivos de porque esse post veio para o carasdecool, e não para o meu pessoal. Os seguidores desse blog não estão concentrados em uma só cidade, o que permite uma divulgação mais abrangente. E outra, porque esse blog possui pelo menos 300% de público em relação ao meu.

Acessem o CCOO, participem e acompanhem os mais diversos produtos avaliados.

PS: Antes de eventuais acusações, não recebi um centavo por essa propaganda, e muito menos informei ao criador da idéia sobre a propaganda.simplesmente é um projeto que apoio.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Fail

Expressão usada comumente quando alguém comete um erro grotesco ou inconvenienciência.

Fail é enrolar um post por várias semanas porque esqueceu onde estava o papel com as palavras chaves para escrever. (e depois encontrar o tal do papel amassado na carteira)
Vendo algumas definições, percebo a credibilidade de alguns sites de consultas:
Wikipedia - definição errada.
Desciclopédia - definição precisa.

Fail é errar a piada, peidar ao vivo, encher o post com vídeos e enrolação em geral.

Fail é cair em brincadeiras bestas, como um link falso. Fail é quem lê essa frase. Sim, você é muito fail!!

E quem atire a primeira pedra quem nunca deu um fail.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Da Piada Ausente

Encontrei uma cédula de dois reais numa estante de biblioteca uma vez. Estava encaixada entre livros numa prateleira que reunia assuntos money related - mercados, capitais e etc e, se não me engano, era exatamente entre volumes do livro Riqueza das Nações, do Adam Smith, o filósofo maior do liberalismo, que a nota estava. Imaginei que foi proposital, dada a disposição do dinheiro, porque, dobradinho, não parecia esquecido. Pensei então estar diante de uma bizarra e deliciosa situação já previamente planejada por um indivíduo meio masoca disposto a abrir mão de dois contão só para que alguém percebesse a meia-graça - para mim, pago, graça e meia - que há nisso de encontrar grana em livros que falam de... bom, estou a me repetir.

Mas, sim, o ponto: essa é uma piada ausente. A expressão quase não é auto-explicativa. Simples, é algo que alguém fez e de gratuito rebolou aos sete ventos; maçarocou e jogou no ar. Estritamente necessário, entanto, que o autor não se faça presente quando a piada se dá. Ninguém colhe louros. É o a arte pela arte do humor. Humor maduro, que dispensa riso e gargalhada - pois que o entendimento se dá no plano ideal.

Peidar no elevador é uma piada ausente das clássicas.

Escrever "lave-me" com o dedo num carro sujo na rua já foi. É uma piada ausente morta, por assim dizer.

Dado que foi na biblioteca da faculdade o ocorrido lá do dinheiro, não deixa de me vir à cabeça a possível cena de um estudante comuna-cabeça anarco-de-chinelas barbado querendo mostrar seu desapego ao dinheiro e sua superioridade àqueles que os tem como objeto de estudo. Mas aí não vai legal. A coisa vale mais pela piada que pela crítica.

Molecagem do tipo que alguém sai perguntando ou esbravejando para que se descubra o paradeiro de um responsável ou culpado, explico, algo como "putaquepariu,quemfoi?" também se enquadra na referida nomenclatura.

Por exemplo: meu irmão, envolvido com os Ministérios e ministérios lá de sua Igreja, contou uma que aconteceu num retiro ou Acampamento de Carnaval (deus!, não sei o que leva maísculas ou não), que exponho com recursos concretistas para que se melhor dimensione a cômico-tragicidade do fato:







cagaram num prato.







E isso já é um bocado espantoso por si só. Mas há ainda a sutileza. O tema do acampamento, slogan, nome, algo que o valha, era "Banquete com o Senhor". Caaara, essa tem um quê de genial, porque não se sabe se realmente existiu uma intencional correlação. Só que, de novo, há de se desprezar a possível crítica, vale só a piada. Anônima, sempre.

Tem uma que se deu com um amigo que em outros tempos atendeu pela alcunha de "hugbear": desenharam com fita isolante preta um puta caralhão na porta do quarto dele. Coisa fina, usaram de um estilete pra desfiar os pedacinhos menores que fariam as vezes de pentelhos. Ficou terrivelmente bem feito. Ele, em vã tentativa de não se ver vítima da piada, fingiu que não entendeu. Mas riu. Ah, mas riu o Serjão.

domingo, 24 de maio de 2009

Aquele detalhe

Novamente em conversa com o companheiro Castro, neste domingo, conversamos e filosofamos sobre assuntos gerais. Ele me acusa de Che Guevara que posta em seu blog, digo que não sou, mas sinto que essa conversa está longe de terminar.

Em algum momento ele comentou sobre fazer novos amigos(as) na Argentina e não ficar tão preso a seus colegas compatriotas. Justo, afinal oportunidade assim não se tem sempre. Daí percebi que os elos (e isso mais do que os Caras de Cool) estão sempre menores, diminuindo continuamente, até o momento do esquecimento ou da indiferença.

Sinto falta das dublagens de sábado, das bebedeiras insanas e sem justificativa, dos momentos sem fazer nada e até dos meus melhores amigos. Vocês entendem o que digo. Perder o contato não é uma opção pra mim, no máximo uma imposição contra mim. E não me esforçei pra mudas essa situação que estava se construindo. Talvez faltou um empurrãozinho pra eu tomar uma atitude.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Avaliações

Conversava semana passado com o companheiro Samuel, hoje na Argentina viajando a estudos. Comentei sobre os novos métodos de alguns vestibulares, que agora adotam o ENEM como uma de suas fases, ou como todo seu processo de avaliação.

Ele só acreditou quando mandei a notícia por um site, porque achava um absurdo e pensava que eu estava enganando ele. Mas independente de discussões infinitas a respeito de como qualificar os estudantes de acordo com o sistema educacional brasileiro, eis uma amostra de processos seletivos falhos. (encontrem uma palavra melhor pra isso...)

domingo, 10 de maio de 2009

Torquato

"Moral: leve um homem e um boi a um matadouro. O que mais gritar é o homem. Mesmo que seja o boi."

Dá para não entender e deixar por isso mesmo. Dá para rir ao mesmo tempo que se estranha. Dá para perceber a crítica, e entender que é das boas.

Fácil se destingue um homem de um boi; desnecessita critério. Elabore um. Deixe-o. Vai dar merda.

Por isso que os os códigos, as normas, as leis são todos cheios de adendos e remendos? Sim e não. O critério que seja. Deixe-o...

É, toda idéia é falha. Porque idéia. Porque plena em si, falha na transição à prática.

Destrutivo, não? Pois bem, é Torquato Neto.

Eu bem poderia fazer uma postagem bem bacana, com foto, com texto e tudo o mais, feito o que tem sobre o Cortázar nesse blog, mas... *complete de uma forma criativa*.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Aqui no Mar

Nós 6 nos conhecemos em circunstâncias acadêmicas. Aqui um texto que li há algum tempo e que de diversas formas pode interessar:


Ensino Superior ou Ostras em Coma

“Ostra em coma” foi como um amigo descreveu um certo tipo de pessoa. É maldoso; até certo ponto injusto. Contudo, uma ótima descrição. Referia-se àqueles cujos interesses reduzem-se exclusivamente ao eixo “faculdade-balada”. Provas, estágio, festas, cervejadas, viagens esportivas e intercâmbio. E só. Todas
as energias e toda a atenção voltadas ao fluxo mais superficial e efêmero da existência: de um lado, o prazer sensível; de outro, o livro-texto – ambos dotados de algum bem, entenda-se! Mas de um bem pequeno, e que portanto não merece o lugar de destaque na formação intelectual e no lazer. Quatro anos dedicados à sucessão incoerente de “maratonas” de estudo pouco interessado (porque pouco interessante) e festivais de hedonismo vazio (falei das baladas; videogames e mangás também estão na lista). Qual o resultado disso? Uma existência fragmentária, impensada e pouco significante.

Claro, isso é só uma tendência geral. Ninguém é completamente ostra em coma. Há sempre graus de lucidez; momentos de ostra alerta. Mas a tendência é na direção do coma. Parte considerável dessa culpa é das próprias faculdades e universidades, que abandonaram qualquer idéia de formação humana mais completa. Afinal, não existe um bem objetivo para o homem, não existe um sentido na vida. Existe apenas o mercado de trabalho; vamos, portanto, formar técnicos, especialistas na última novidade do setor, e colocá-los para trabalhar o quanto antes. Vamos ensinar esses economistas a maximizar o lucro com funções de produção em espiral. Com cursos inteiros voltados a esse fim, fica difícil expandir os horizontes da vida. Contudo, se a estrutura dos cursos não coopera, é apenas a disposição dos alunos que concretiza a ostrificação.

Se existe algum momento na vida em que temos oportunidade de nos dedicar às grandes questões da existência e formar os laços pessoais que durarão até a nossa morte, é exatamente nos anos do ensino superior. Se alguém quiser estudar em profundidade alguma coisa nessa vida, seja ela qual for, essa é a hora. Talvez, de fato, seu caminho não seja dedicar-se “full time” à técnica bélica dos olmecas; mas, se um lampejo de interesse existir, porque não persegui-lo a fundo enquanto ainda é possível? Podemos ir mais longe, e tratar das grandes perguntas, de Deus, do que cada um espera da vida, dos valores que hão de reger nossa conduta. Todo mundo responde a essas perguntas na prática, com suas ações; mas formulá-las na mente e conversar sobre elas ajuda a encontrar respostas melhores.

É exatamente nesse exercício em comum da razão que se formam as amizades profundas. Meros colegas, companheiros de aulas e baladas, têm uma amizade baseada, antes de tudo, no prazer; quando o prazer cessa, ou quando se distanciam um pouco (digamos, as aulas de um mudam de horário), o vínculo logo desaparece. Já a amizade baseada na interação racional e na preocupação com o bem objetivo um do outro é mais duradoura e gratificante.

Por mais que os cursos sejam bitolantes, os livros estão por aí. Os filmes, as peças e os concertos também. Há pessoas para se conhecer mais profundamente, palestras para se assistir, enfim, oportunidades não faltam. Também não falta tempo! Quem diz que não tem tempo, revela apenas que prefere tudo aquilo que faz ao longo da semana (as longas horas de TV e de jornal, o deitar na cama e olhar o teto, etc) à opção que rejeita com esse pretexto. Falo com conhecimento de causa: fiz graduação dupla, uma delas na faculdade de economia mais puxada do país, e tinha tanto tempo livre que não sabia o que fazer com ele (posso dizer que conheço bem o teto do meu quarto). Quem quer, encontra tempo; quem não quer, encontra desculpas.

Das duas causas da crise do ensino superior - a estrutura das instituições e a disposição dos estudantes - falei apenas do segundo, certamente o menos interessante. Que conclusão pode-se tirar a não ser “Vamos, mexam-se!”? Não há mais o que dizer; cada um descobrirá, nas suas circunstâncias, o que é melhor fazer. Talvez eu tenha escolhido este tema pela clara percepção de que meu tempo de graduação poderia ter sido mais bem aproveitado (embora algum ainda me reste, e eu me esforce para mudar as coisas), e por ver tantas outras pessoas usando-o tão mal ou ainda pior.

O volume das ostras em coma parece crescer; uma solução para isso passará, certamente, por profundas reformas institucionais a longo prazo; mas antes que elas ocorram, e mesmo para que elas ocorram, é necessária uma mudança individual de atitude com relação ao conhecimento e à vida universitária por parte dos estudantes. Como operar isso permanece, para mim, um mistério.

(Post de Joel Pinheiro no blog tavista.)

**

Como não poderia deixar de ser, deixei um lampejo cool de minha sagacidade na discussão que se deu por lá - sim, sim, um comentário:

"Intessante tópico para ser publicado numa sexta-feira 13.

Lendo, fiquei de certa forma feliz por ter largado a faculdade (fazia matemática na Unicamp; cá estou de volta ao Ceará e por ora em universidade nenhuma) - embora isso não devesse fazer muito sentido. Larguei motivado por inquietações relacionadas ao curso, ao funcionar acadêmico e a algo que me vem em mente agora chamar, para não muito me alongar, de 'burocracia Vs. mérito'. Escrever 'burrocracia' teria lá sua graça, mas seria um trocadilho imediato demais. Fiquei feliz porque me dei conta de que se tivesse superado a problemática sugerida por essas 3 musas que citei e continuado na universidade, certamente seria porque teria cedido ao correctíssimo impulso de ser aquilo que a maioria era e que muito lhes parecia fazer bem. Ser uma ostra em coma.

Graças ao bom Deus, livrei-me. Hoje sou um caranguejo fazendo 'moonwalk'."


São palavras essas do meio do ano passado: já não as sinto plenamente e não me as vejo repetindo. Útil então a frase final, meio bufona, para que não me levem de todo a sério. Acho até que, há de ser uma boa, vou fazer isso em todo texto que escrever, uma frase de fuga; garantia de álibi ao mesmo tempo que me faço bode-expiatório: por essas e outras é que sou uma farsa.

Pronto, eis a frase deste: por essas e outras é que sou uma farsa.

Por essas e outras é que sou uma farsa.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Para Maurizinho

Visto que sou o único membro do ilustríssimo blog Caras de Cool que ainda não postou porra nenhuma nessa merda, resolvi estrear (tá certo, Maurizeta?!).
Acabo meu primeiro post aqui.
Até logo.

Algo mais

Sensacional essa foto que encontrei pela net, pena que não me lembro a fonte...infelizmente não sei de qual estado é o cidadão, muito menos a cidade. Mas parece que o homem pode ajudar nosso colega que ainda não postou nenhuma vez acabar com a viadagem e faze-lo de uma vez.

















sem mais.

domingo, 5 de abril de 2009

Considerações - Um post Inaugural

Em que me apresento. A tópicos:

- Sinto-me honrado de fazer parte deste seleto time do entitulado 'Caras de Cool'.

- Sinto-me honrado por minha reconhecida cara de cool.

- Tá, o time não é tão seleto assim, somos 6 ninguéns - o cacófato denuncia.

- Sinto-me honrado de fazer parte do não tão seleto time que teve a sagacidade de vir com esse título tão, tão... tão.

- Nada digo dos outros 5. Mas eu... eu é que... eu não sou só um rostinho bonito. Ou só uma carinha de cool. Eu sou um cara legal.


- O Sergio assumiu? Opa, digo... sumiu?, O Sergio sumiu?


- Não adianta postarem um texto de título "Preâmbulo às instruções para postar num blog" se não vêm as instruções depois.

- Ainda porque não sou de receber instruções de ninguém.

- Brincadeira, Diego. Lov'you.


- Esta é minha primeira e última postagem. Eu não tenho tempo para frivolidades.

- Mentira. Frivolidades, lov'you também.


- O Diego assumiu?


- Enfim. Declaro aberta a temporada descalça. Escassa - tsc. De caça.


- Assiduidade e assaduras. Eis minha proposta.

- Voltem em mim.

O inicio

Meu primeiro post..

Hora de se apresentar. De dizer tudo aquilo que você esteve esperando pra falar. De comentar tudo que os outros disseram, tudo que você viu.

É a chance de dizer o que gosta, o que desgosta. O que te faz vibrar, o que te faz broxar. O que concorda, o que discorda.







Ou não..

Até a próxima.